História das Olimpíadas

Em honra a Zeus, a Grécia se reunia a cada quatro anos no Peloponeso, na confluência dos rios Alfeu e Giadeo, onde se erguia a cidade de Olímpia, que a partir do ano 776 a.C. cedeu seu nome para aquele que viria a ser a maior competição esportiva em toda a história da humanidade, os Jogos Olímpicos - mais tarde, genericamente Olimpíadas - , que teve como primeiro vencedor o atleta Coroebus, cingido por uma coroa trançada por folhas de louro, único prêmio e símbolo da maior vitória.

Invadindo a era cristã (disputava-se a 194a olimpíada, quando nasceu Jesus Cristo), manteve seu espírito esportivo e seu condão mágico de unir homens fazendo-os disputar desafios, até o ano 394 d.C., quando o imperador Teodósio II ordenou sua interrupção, parecendo então condenada ao desaparecimento, a se transformar em um dado histórico apenas. E por quase 1500 anos (exatamente 1492) foi assim, até a intervenção de um idealista francês, o Barão Pierre de Cobertin.

A princípio, apenas homens eram admitidos na disputa, da qual passou a fazer parte, quase como um símbolo, uma homenagem perpétua dos Jogos à Grécia, a Maratona, corrida de fundo na distância de 42 quilômetros e 500 metros, a mesma percorrida por um soldado grego, que a correr levou até Atenas a notícia da vitória de seu exército na batalha Maratona, cidade da Ática, onde se combatiam os persas. Dada a notícia, caiu morto, tornando-se sinônimo da tenacidade.

Atenas foi escolhida pelo Barão de Cobertin com muita propriedade para a retomada dos Jogos Olímpicos em 1896, passando a serem conhecidos como os Jogos da Era Moderna. Uma era que já não dava ao desporto o poder de interromper guerras, mas, ao contrário, era interrompido por elas. Nestes cem anos, o quadriênio olímpico silenciou seu toque de reunir nos anos de 1916, 1940 e 1944, durante a vigência das chamadas Primeira e Segunda Guerras Mundiais.

Dos 13 países que participaram dos Jogos de 1896, em Atenas, aos 187 países e 10.788 atletas presentes em Atlanta, na 26a Olimpíada da Era Moderna, mudaram conceitos, o amadorismo puro foi esquecido, o mercantilismo encontra cada vez mais espaço, os países investem milhões de dólares em suas delegações, os Jogos são a melhor vitrine que os participantes poderiam ter e a máxima do Barão de Cobertin (Importante é competir, não vencer) está cada vez mais esquecida.

Mas, após cada Olimpíada, o mundo nunca mais é o mesmo.

 

Fonte: Texto gentilmente cedido por Gisele k Pereira

Biblioteca Virtual - STI

Olimpíadas

I- Conceituação

    Jogos Olímpicos - ou Olimpíadas- é um conjunto de provas esportivas de caráter mundial, disputadas de 4 em 4 anos em cidades escolhidas debater as que se candidatam com antecedência de 6 anos, junto ao Comitê Olímpico Internacional ( C.O.I. ).

    Pode participar dessas provas qualquer atleta ou equipe representando país filiado ao C.O.I., desde que obedeça as normas estabelecidas pelos regulamentos olímpicos e pelas leis que regem os respectivos esportes. Atualmente, são 19 esses esportes: atletismo, basquete, boxe, canoagem, esgrima, ciclismo, futebol, ginástica, halterofilismo, hipismo, hóquei na grama, iatismo, judô, luta, natação, pentatlon moderno, remo, tiro e vôlei. A cada país organizador é dado o direito de incluir 2 esportes não olímpicos no programa oficial.

    Os jogos olímpicos Modernos- que começaram a se celebrar em 1896 são na verdade, uma nova versão dos festivais esportivos que os gregos realizavam, também de 4 em 4 anos, na antiga Élida na honra de Zeus e de outros deuses q8ue habitavam o Olimpo. Dessa versão modernizada resultaram outras, inclusive a dos Jogos Olímpicos de Inverno.

II- Os jogos na Antiguidade

    As origens dos antigos jogos pan-helênicos perderam-se no tempo e frequentemente se confundem com a lenda . Uma das versões sobre a 1ª competição olímpica apoia-se na fantástica história segundo a qual Áugias, rei de Élida, inconformado com o cheiro que saía dos seus currais, encarregou Hércules de limpa-los. O herói, a quem a lenda atribuiu espantosa força, simplesmente desviou, com as próprias mãos, o curso do rio Alfeu, fazendo a água passar por onde pastavam 3 mil bois. Como Áugias não ficasse satisfeito com a solução, os dois tiveram uma desavença, Hércules matou-o e em seguida instituiu os jogos para penitenciar-se perante aos deuses.

III- Decadência e extinção

    Com a denominação romana da Grécia e da Macedônia, no século II a.C., a cultura e os costumes helênicos, entre os quais a tradição dos jogos foram sendo assimilados pelos romanos. No entanto, as competições entraram e permanente e contínua decadência, por diversos motivos.

    O principal foi o próprio temperamento do povo romano, que não cultuavam o esporte com espírito quase religioso dos gregos.

    Os romanos, na verdade, preferiam aos torneios atléticos o circo, onde os gladiadores lutavam pela vida em espetáculos bárbaros. Ao tempo de Augusto, já havia 21 circos em Roma. Esse total triplicaria nas duas décadas seguintes, enquanto não havia mais do que dois ginásios como os que os gregos mantinham em Esparta e Atenas.

    Para os romanos, os jogos olímpicos não passavam de inofensivos e insiptos por meios esportivos que pouco a pouco foram perdendo o interesse. Até que em 393 d.C. Teosódio I ( imp. 379-395 ), responsável pela matança de 10 mil escravos gregos, sublevados em Tessalonica, pediu perdão a Ambrósio, bispo de Milão prometendo em troca converter-se ao catolicismo. Ambrósio concedeu o perdão ao imperador, exigindo que ele concordasse em extinguir todas as festas e cerimônias pagãs, entre as quais os jogos olímpicos.

IV- O renascimento

    Pierre de Fredy, barão de Coubertin ( 1863-1937 ), tornou-se o renovador dos jogos olímpicos, reinstituindo-os 16 séculos depois de sua extinção. Amante dos esportes e admirador dos métodos de pedagogia adotados por Thomas Arnold, na Inglaterra, Coubertin lançou, em 1894, numa reunião na Sorbonne, a idéia de reviver a antiga tradição grega, através da qual esperava unir os povos.

    Em 1894, apoiado pelo americano William Sloane e pelo inglês Charles Herbert, e contando com a presença de representantes de 15 países, fundou o C.O.I., organismo que até hoje controla todo o mundo olímpico. Dois anos depois, realizava-se em Atenas e 1ª disputa dos jogos olímpicos da era moderna.

V- Os jogos de hoje

    Desde o seu renascimento, com interrupções apenas durante as duas guerras mundiais, os jogos olímpicos tem-se realizado de 4 em 4 anos, cada vez com maior êxito. Em 1896, em Atenas, 13 países estiveram representados põe um total de 285 atletas. Em 1972, em Munique, o número de países chegava a 121, enquanto o de atletas ia a 8.500.

    Se, por um lado, esse crescimento representa a vitória do ideal olímpico moderno, por outro gera, no mundo dos esportes, uma série de problemas que os estudiosos atribuem ao próprio gigantismo dos jogos. Em primeiro lugar, torna-se cada vez mais difícil organizá-los, pelo altíssimo investimento financeiro que representam ( os alemães ocidentais gastaram cerca de 630 milhões de dólares com os de Munique ). Depois, pela importância que a vitória noa campos do esporte passou a ter em termos de prestígio político. Finalmente, por outros problemas mais gerais, como o doping e o falso amadorismo.

    Mas alguns dos princípios olímpicos, lançados por Coubertin, ou por aqueles que o sucederam, têm sido mantidos. Oficialmente, os jogos continuam restritos a atletas amadores. O direito de organizá-los é concedido a uma cidade, nunca um país. Não se contam pontos por países. Ao atleta campeão é concedido uma medalha de ouro; ao segundo lugar, uma medalha de prata; ao terceiro, uma medalha de bronze. Os que tiraram de quarto a sexto lugar ganham diplomas especiais. Em apenas 4 modalidades de esportes se reconhece recordes olímpicos: atletismo, natação, tiro e halterofilismo. Os jogos nunca podem durar mais de 16 dias, do desfile de abertura à festa de encerramento. Não se permite publicidade de espécie alguma, nos cartazes, boletins informativos e programas oficiais, ou em material usados pelos atletas.

    A bandeira olímpica - cinco anéis entrelaçados, nas cores azul, vermelho, verde, amarelo e preto, sobre o fundo branco- foi concebida por Coubertin e representa os cinco continentes nas cores com as quais se podiam cobrir, em 1920 - quando foi asteada pela primeira vez -, as bandeiras de todas as nações olímpicas. Sob o patrocínio do comitê internacional, celebram-se jogos regionais: pan-americanos, asiáticos, do mediterrâneo, bolivarianos, centro-americanos, ibero-americanos. Contra o C.O.I., que punira a Indonésia por haver impedido a participação de Israel nos IV Jogos Asiáticos, celebraram-se em Djacarta, por iniciativa pessoal do presidente Sukarno, os I Jogos das Novas Forças Emergentes, destinados a substituir, eventualmente, os jogos olímpicos. Mas os segundos jogos, marcados para Pequim, jamais se realizaram.

VI - Atenas, 1896. A primeira olimpíada

    Os primeiros jogos Olímpicos contaram com a participação de 13 países e 285 atletas. Realizados no Estádio Olímpico de Atenas- réplica dos antigos estádios gregos, foram uma festa esportiva improvisada dentro dos poucos recursos da época. Tiveram no norte-americano James B. Connllv, vencedor do salto triplo, o seu primeiro campeão. Mas o grande herói foi mesmo o grego Spridon Loues, vencedor da maratona, prova de longa distância criada especialmente para os jogos olímpicos modernos.

- A primeira olimpíada teve competições em 9 esportes;

- O futebol foi cancelado por falta de participantes.

 

 

Medalhas

 

       
País Total
França 29 41 32 102
EUA 20 12 19 53
Grã-Bretanha 17 8 10 35
Bélgica 8 7 5 20
Suíça 6 2 1 9
Austrália 4 - 4 8
Alemanha 3 2 2 7
Dinamarca 2 3 2 7
Itália 2 2 - 4
Hungria 1 3 2 6

- As provas de natação aconteceram no rio Sena, com correnteza forte. Isso propiciou a conquista de tempos excelente.

Recorde
Esporte: Atletismo
Atleta: Frank Jarvis
País: EUA
Prova: 100 m
Tempo: 10 s 8
Recorde: Mundial

VIII- St. Louis, 1904

    Os III jogos olímpicos tiveram 11 países e 496 atletas participantes. Esses números foram sensivelmente inferiores aos da olimpíada anterior em razão das dificuldades de mandar equipes para o outro lado do Atlântico. Além disso, os norte-americanos repetiram o erro dos franceses e fizeram as competições coincidirem com a Feira Mundial de St. Louis. Os jogos ficaram assim em segundo plano, o que não impediu tivessem momentos heróicos e até insólitos. Na maratona , por exemplo, Frei Los, o primeiro a cruzar a linha de chegada, havia utilizado fraudulosamente um automóvel, durante o percurso, o que só foi descoberto pouco antes da entrega dos prêmios.

Cap. IX- Londres, 1908

    Os IV jogos olímpicos tiveram 22 países e 2.059 atletas participantes. Muita chuva durante a maior parte das competições e intermináveis discussões sobre os resultados caracterizaram uma festa que, no fim, acabou superando todas as anteriores. Os ingleses exigiram a presença de juizes seus, na maioria das provas de atletismo, e daí as discussões. Dessa feita, o herói dos jogos foi um perdedor, o italiano Pietri Dorando, que entrou errado no estádio à chegada da maratona, teve de voltar para cumprir a reta final, não resistiu ao cansaço, caiu e foi ajudado pelos juizes, chegando assim em primeiro lugar. Embora desclassificado mais tarde, ganharia uma taça de ouro conferida pela rainha Alexandra.

- As mulheres participavam o movimento dos jogos mas em poucas modalidades: arco e flecha, iatismo, patinação e tênis;

Medalhas          
País Total
Grã-Bretanha 56 50 39 145
EUA 23 12 12 47
Suécia 8 6 11 25
França 5 5 9 19
Alemanha 3 5 5 13
Hungria 3 4 2 9
Canadá 3 3 10 16
Noruega 2 3 3 8
Itália 2 2 - 4
Bélgica 1 5 2 8
 

- Pela primeira vez nos jogos a peça de abertura teve desfile das declarações, cada um levando sua bandeira.

X- Estocolmo, 1912

    Os V jogos olímpicos tiveram 18 países e 2.541 atletas participantes. Foram os mais bem organizados até então. Os suecos souberam como divulgá-los e cuidaram de todos os detalhes técnicos necessários ao êxito de cada prova. A grande figura do atletismo foi o índio norte-americano Jim Thorpe, campeão do pentatlo e do decatlo, considerado na época o atleta mais completo do mundo. No entanto, dois anos depois, por exigência do próprio Comitê Olímpico dos EUA, suas duas medalhas de ouro tiveram de ser a acusação de ser um profissional, embora tivesse apenas, por ignorância, recebido vinte dólares para jogar por uma equipe de baseball, um ano antes dos jogos.

- A olimpíada de Estocolmo é a primeira a ter países representados em cinco continentes com 2.541 atletas inscritos.

  Medalhas    
 
País Total
Suécia 24 24 17 65
EUA 23 19 19 61
Grã-Bretanha 10 15 19 41
Finlândia 9 8 16 26
França 7 4 3 14
Alemanha 5 13 7 25
África do Sul 4 2 - 6
Noruega 4 1 5 10
Canadá 3 2 3 8
Hungria 3 2 3 8
 

- Os suecos introduziram fotógrafo para flagrar a chegada das provas no atletismo, o chamado Photo Finish.

XI- Antuérpia, 1920

    Os VII jogos olímpicos (os sextos teriam sido os de 1916, não realizado por causa da 1ª guerra mundial, mas contados assim mesmo), tiveram 29 países e 2.606 atletas participantes. Pela primeira vez a bandeira olímpica foi hasteada. O juramento olímpico passou a fazer parte da cerimônia de abertura. E tanto quanto possível, levando-se em conta que a Europa acabava de sair de uma guerra, os jogos tiveram êxito. Revelaram o grande fundista finlandês Paavo Nurmi, que em toda a sua carreira haveria de ganhar nada menos de sete medalhas, e o nadador havaiano Duke Kahanamoku. que fixou o estilo crawl.

XII- Paris, 1924

    Os VIII jogos olímpicos tiveram 44 países e 3.029 atletas participantes. Dessa vez os franceses deram ao acontecimento o destaque que ele merecia, redimindo-se da má organização de 1.900. Paavo Nurmi voltaria a brilhar nas provas de fundo. John, dito Johnny Weissmuller - que nos anos mais tarde seria, como ator, o mais famoso Tarzan do cinema - ganharia suas 3 primeiras medalhas de ouro na natação. E tanto as competições aquáticas como as náuticas seriam pela primeira vez disputadas em condições técnicas ideais.

- A olimpíada de Paris foi a primeira que teve vários eventos transmitidos ao vivo por rádios da Europa e EUA.

Medalhas      
País Total
EUA 45 27 27 99
Finlândia 14 13 10 37
França 13 15 10 38
Grã-Bretanha 9 13 12 34
Itália 9 3 5 17
Suíca 7 8 10 25
Noruega 5 2 3 10
Suécia 4 13 12 29
Holanda 4 1 5 10
Austrália 3 1 2 6

- Pela primeira vez a expressão "Vila Olímpica" é usada para designar os alojamentos construídos para os participantes.

Recordes
Esporte: Atletismo
Atleta: Harold Abrahamor
País: Grã-Bretanha
Prova: 100 m
Tempo: 10 s
Recorde: Olímpico

XIII - Amsterdã, 1928

    Os IX jogos olímpicos tiveram 46 países e 3.015 atletas participantes. Nunca até então, as mulheres tinham representado papel tão importante nas competições. Nas provas de atletismo atraíram tanto a atenção do público como os famosos campeões masculinos. Mas os holandeses organizaram os jogos com dificuldades, dispondo de poucos recursos financeiros. Destaques das competições: os corredores finlandeses ( Nurmi ainda entre eles), mais uma vez Weissmuller e as corredoras canadenses.

- Mikio Oda, vencedor no salto triplo, foi o primeiro oriental a ganhar uma medalha de ouro em olimpíada;

- Amsterdã instituiu a chegada da tocha olímpica e o acender de uma pisa como parte da cerimônia de abertura.

XIV- Los Angeles, 1932

    Os X jogos olímpicos tiveram 37 países e 1.408 atletas participantes. O mesmo problema de 1904 - a dificuldade que os europeus tinham para mandar equipes números à América - voltaram a contribuir para que o número de inscrições baixassem. Com tudo isso, o êxito técnico foi indiscutível. Os norte-americanos remodelaram seu belo estádio - o Coliseu de Los Angeles - especialmente para a ocasião. Acusado de profissionalismo, Paavo Nurmi foi impedido de tentar sua 4ª Olimpíada como campeão. E o destaque acabou sendo uma mulher, a norte-americana Babe Didrikson, ganhadora de 2 medalhas de ouro, ambas como recordes mundiais no atletismo.

XV- Berlim, 1936

    Os XI jogos olímpicos tiveram 49 países e 4.069 atletas participantes. Em pleno apogeu do nazismo na Alemanha, eles foram transformados num gigantesco instrumento de propaganda do regime, com o próprio Hitler acompanhando de perto todos os detalhes da organização. Os alemães superaram em tudo os patrocinadores anteriores. Mas não colheram os melhores resultados, como esperavam. Foram os negros norte-americanos os heróis dos jogos, para frustração do Führer, que viu James Cleveland, dito Jesse Owens, ganhar quatro medalhas de ouro , desmentindo a propala superioridade da raça ariana. Os negros venceram quase todas as provas de atletismo.

XVI- Londres, 1948

    Os XIIV jogos olímpicos tiveram 59 países e 4.468 atletas participantes. Na opinião da maioria dos observadores, os efeitos da guerra ainda eram muito acentuados para que uma competição esportiva de caráter mundial se realizasse com êxito. Apesar disso, os ingleses esmeraram-se na organização. O jovem decatleta norte-americano Bob Mathias e a veterana corredora holandesa Fanny Blankerskoen foram duas figuras destacadas. Mas pouco resultados técnicos chegaram a ser registrados.

XVII- Helsinki, 1952

    Os XV jogos olímpicos tiveram 69 países e 5.867 atletas participantes. Organização perfeita, assistência técnica moderníssima, hospitalidade e muita ordem caracterizam o trabalho dos finlandeses. Os jogos marcaram o ingresso da URSS no mundo olímpico. E estenderam, até o campo do esporte, a "guerra fria" da política internacional. O maior nome dos jogos foi Emil Zatopek, vencedor de três provas de fundo, excepcional corredor checo apelidado de "a locomotiva humana:".

XVIII- Melbourne, 1956

    Os XVI jogos olímpicos tiveram 67 países e 3.184 atletas participantes. As provas de hipismo devido à quarentena que as autoridades australianas determinavam para os cavalos vindos do exterior cumpriram-se em Estocolmo. A organização foi, da mesma forma, elogiável, apesar dos sacrifícios que o país teve de suportar para concluí-la segundo os planos. O brasileiro Ademar Ferreira da Silva, que já brilhava em Helsinki, confirmou seu título no salto triplo, tornando-se bi-campeão olímpico.

XIX- Roma, 1960

    Os XVII jogos olímpicos tiveram 84 países e 5.396 atletas participantes. Foram um espetacular acontecimento turístico e, como os dois jogos anteriores, um êxito de organização. Pela primeira vez os norte-americanos perderam para os soviéticos no total de medalhas. No entanto, dois atletas dos EUA Wilma Rudolph, sprinter, e Ralph Boston, que bateu o recorde de Jesse Owens no salto em distância foram os heróis dos jogos, assim como o alemão Armin Hary, outro velocista, e as atletas soviéticas.

XX- Tóquio, 1964

    Os XVIII jogos olímpicos tiveram 94 países e 5,565 atletas participantes. Superaram os de Roma em organização e introduziram definitivamente a tecnologia no esporte. O etíope Abebe Bikila tornou-se o primeiro na história a sagrar-se bi-campeão da maratona. A australiana Dawn Fraser, campeã de nado livre, e o jovem norte-americano Don Schollander, que obteve quatro medalhas de ouro, tornaram-se os novos fenômenos da natação universal. Yoshinori Sakai, o atleta japonês que carregou a tocha olímpica na solenidade de abertura, nasceu perto de Hiroshima no exato dia em que ali foi atirada a bomba atômica. Os japoneses o usaram como seu símbolo.

XXI- Cidade do México, 1968

    Os XIX jogos olímpicos tiveram 109 países e 6.082 atletas participantes. Organizados pelos mexicanos com tremendas dificuldades financeiras, levaram a um protesto de estudantes. Em vários sentidos os jogos foram tumultuados. Além de manifestações e choques com estudantes nas ruas, com violenta intervenção policial, houve o protesto dos negros norte-americanos, alguns deles do grupo denominado Black Power, que erguiam punhos com luvas negras a cada vitória alcançada. O norte-americano Al Oerter, branco, tornou-se primeiro atleta a sagrar-se tetra-campeão olímpico, no lançamento do disco. Pela primeira vez na história dos jogos olímpicos coube a uma mulher carregar a tocha olímpica: a atleta Norma Enriqueta Basílio.

XXII- Munique, 1972

    Os XX jogos olímpicos tiveram 121 países e 8.500 atletas participantes. Os alemães voltaram a dar exemplo de organização gigantesca. Instalações perfeitas, gastos fantásticos, alojamentos de primeira ordem. Destacado de todos os outros com o recorde de sete medalhas de ouro, o nadador norte-americano Mark Spitz foi o campeão entre os campeões. Houve algumas surpresas, como a vitória soviética no basquete e a Polônia n futebol. e mais um registro trágico: o sequestro e assassinato de 11 atletas de Israel por membros do grupo terrorista árabe Setembro Negro.

XXIII- Montreal, 1976

    Os XXI jogos olímpicos tiveram 89 países e 9.564 atletas participantes, com destaque para as exibições da ginasta romena Nadia Comaneci e da equipe de ginastas russas lideradas por Ludmila Turischeva. Na natação masculina dominaram os norte-americanos, em todos os títulos; na feminina, as representantes da Alemanha oriental. como os jogos de Munique, também os de Montreal foram afetados por problemas políticos, relacionados com República da China e com a Nova Zelândia, contra cuja participação se opuseram as grandes nações negras e norte-africanas, além do Iraque e da Guiana

XXIV- Moscou, 1980

    Os XXII jogos olímpicos tiveram 81 países e 5.748 atletas participantes. Foram marcados por um fato extra-esportivo, o boicote proposto pelos EUA em protesto contra a invasão do Afeganistão pelos soviéticos. Além dos EUA, não compareceram a Moscou delegações da Alemanha ocidental, Japão e vários outros países. Com isso, o panorama esportivo foi denominado pela URSS e Alemanha oriental, que arrebanharam 320 das 629 medalhas. O Brasil conquistou duas medalhas de ouro, no iatismo e duas medalhas de bronze no salto triplo e revezamento 4 X 200 m, na natação.

XXV- Los Angeles, 1984

    Os XXIII jogos olímpicos tiveram cerca de 7.800 atletas participantes e um número recorde de 140 países. No entanto foram prejudicados pelo boicote soviético, que afastou 15 países socialistas das competições. A URSS alegou que a autoridades norte-americanas estavam fazendo dos jogos uma arena política e não garantiam a segurança dos atletas. Os EUA foram os grandes vencedores, com 174 medalhas, seguidos pela Alemanha ocidental, com 59. O atleta que mais se destacou foi o norte americano Carl Lewis, que ganhou quatro medalhas de ouro. O Brasil conquistou uma medalha de ouro, cinco de prata e duas de bronze, no judô.

XXVI- Seul, 1988

    Os XXIV jogos olímpicos realizaram-se de 17 de setembro a 2 de outubro, e tiveram mais de 9.600 atletas participantes, provenientes da nada menos de 160 países. Em solidariedade à Coréia do Norte, que se afastou dos jogos por não lhe ser permitindo sediar parte deles, Cuba boicotou o evento, enquanto o Nicarágua declinou do convite devido à sua situação política interna. Os países que mais ganharam medalhas foram a URSS, a República Democrática Alemã e os EUA. Ao brasil couberam seis medalhas, sendo uma de ouro, duas de prata e três de bronze.

s, que ganhou quatro medalhas de ouro. O Brasil conquistou uma medalha de ouro, cinco de prata e duas de bronze, no judô.

XXVII- Barcelona, 1992

A história do esporte mudou definitivamente nos Jogos Olímpicos de Barcelona. A máscara do amadorismo, que exigia dos atletas a hipocrisia de fingir não ter patrocínios e profissão, enfim caiu.

O Comitê Olímpico Internacional admitiu a presença de atletas profissionais de todas as modalidades e permitiu o surgimento do Dream Team, o time de basquete masculino americano que ganhou o ouro com Michael Jordan e Magic Johnson.

Barcelona bateu todos os recordes de participação. Foram 7.108 homens e 2.851 mulheres, de 172 países. Os Jogos também viram o último capítulo da União Soviética, batizada de CEI, que ainda terminaram em segundo lugar, com 102 medalhas (45 de ouro). Os norte-americanos somaram 108, mas com apenas 37 vitórias. O Brasil levou 198 atletas e voltou a ganhar duas medalhas de ouro, além de uma outra de prata.

Pela primeira vez em 40 anos, os Jogos foram realizados sem problemas políticos, ainda que encontrasse um país-sede dividido entre espanhóis e catalães, o que exigiu o hasteamento de duas bandeiras e o entoar de dois hinos diferentes na cerimônia de abertura. Nenhum atleta fez protesto político.

XXVIII- Atlanta, 1996

Os 100 anos do Movimento Olímpico não poderiam ter sido comemorados de forma mais contraditória. Embora Atlanta tenha tido o privilégio de sediar as maiores e mais sofisticadas Olimpíadas da história, a submissão dos membros do Comitê Olímpico Internacional à máquina norte-americana da Coca-Cola foi um capítulo nebuloso.

Não bastasse isso, os Jogos viveram seu segundo ato de "terrorismo", com a explosão de uma bomba no superlotado Parque Olímpico, que matou duas pessoas e trouxe o medo de volta ao cenário olímpico.

Atlanta ultrapassou a barreira e organizou 17 dias de Jogos, que reuniram o recorde absoluto de 10.750 atletas e 197 países. A previsível vitória norte-americana no quadro geral de medalhas, com 101 de ouro, misturou-se à incrível confusão gerada por falhas constantes em todo o sistema de informática. Pela primeira vez, 52 diferentes nações chegaram à medalha de ouro. Costa Rica, Equador e Síria enfim subiram no lugar mais alto do pódio. Hong Kong faturou sua primeira e última medalha de ouro, já que passou a integrar a China em 97.

Não faltaram estrelas e emoções. A final dos 100m foi tão extraordinária que o namíbio Frankie Fredericks, derrotado pelo jamaicano Donovan Bailey, fez um tempo suficiente para levar o ouro em quaisquer outras Olimpíadas.

O mesmo aconteceu nos 800 metros, onde o quarto colocado, o cubano Norberto Tellez, fez tempo superior a todos os antigos campeões olímpicos. No campo dos fenômenos, certamente o velocista norte-americano Michael Johnson conseguiu ser mais rápido do que Donovan Bailey. O jamaicano correu com velocidade média de 36,26 km/h para marcar o novo recorde mundial dos 100 metros, enquanto Johnson chegou à incrível média de 37,23 km/h para vencer os 200.

Johnson tornou-se o primeiro atleta da história a faturar o ouro olímpico nos 200 e 400 metros nos mesmos Jogos. E ainda por cima com recordes  mundiais nas duas corridas. Cinco semanas antes de Atlanta, Michael conseguira quebrar o recorde dos 200m do italiano Pietro Menea, o mais antigo do atletismo, ao correr em 19s72. Nas Olimpíadas, cravou 19s66 e deixou adversários boquiabertos. "Eu achava que o homem mais veloz do mundo era o campeão dos 100m, mas hoje acredito que ele está sentado ao meu lado", declarou Ato Boldon, durante a entrevista coletiva.

O atletismo produziu ainda duas estrelas. A francesa Marie-José Pérec, que também faturou o ouro nos 200 e 400 metros, e o veterano Carl Lewis, vencedor do salto aos 35 anos. Foi sua nona vitória olímpica em quatro Olimpíadas consecutivas.

Curiosa façanha veio com a também jamaicana Merlene Ottey. Ao chegar em terceiro no revezamento 4x100, ela se tornou a primeira mulher a ganhar cinco medalhas de bronze (em quatro Jogos). Outra atleta, a nadadora norte-americana Jenny Thompson, somou cinco medalhas de ouro em sua carreira e igualou o feito da esquiadora Bonnie Blair como a atleta dos Estados Unidos com maior número de vitórias olímpicas.

Os Jogos evidenciaram supremacias bem conhecidas. Os oito primeiros colocados nos 10 mil metros masculinos foram africanos. Nada menos que 11 dos 12 medalhistas do tênis de mesa eram asiáticos.

No campo das emoções, nada mais ilustrativo do que o então recordista mundial do salto em extensão, o norte-americano Mike Powell. Ele se contundiu na quinta tentativa e foi para o último salto mancando. Fez um esforço para embalar e caiu de rosto na caixa de areia, entre lágrimas de dor e decepção. "Nunca me senti mais ferido na mente, no corpo e no coração",avaliou ele, que nunca mais competiu. Outra decepção ficou para o britânico Linford Christie, que queimou duas vezes a largada na final dos 100m, acabou eliminado e se recusou a abandonar a raia.

Fora das pistas e quadras, um certo Richard Jewell virou duas vezes notícia. Quando a bomba de fabricação caseira explodiu no Parque Olímpico, resultando na morte de duas pessoas, o policial se transformou numa celebridade por salvar centenas de outras vítimas. Dias depois, Jewell terminou como o vilão da história, responsabilizado por ele próprio ter colocado a bomba.

Para o Brasil, Atlanta só teve boas recordações. Pela primeira vez, a equipe brasileira somou 15 medalhas numa única edição e pela primeira vez saímos com três novos campeões olímpicos. O iatismo confirmou Robert Scheidt e a dupla Torben Grael/Marcelo Ferreira como as melhores do mundo e o estreante vôlei de praia deram uma inédita medalha de ouro para o esporte feminino nacional. Melhor ainda, realizou a primeira final olímpica totalmente verde-e-amarela da história, já que Jacqueline e Sandra venceram na decisão Mônica e Adriana.

A prata coroou as carreiras de Hortência e Paula no basquete, com direito a idolatria até dos norte-americanos. Gustavo Borges também garantiu um segundo lugar nos 200m e, com outro bronze nos 100m, saiu de Atlanta como o atleta nacional que mais subiu ao pódio olímpico em todos os tempos.

O bronze foi uma surpresa para o 4x100m do atletismo, para o judoca Henrique Guimarães e para a equipe de saltos do hipismo. Confirmou, por seu lado, a competência de Lars Grael no iatismo, do judoca Aurélio Miguel, do nadador Fernando Scherer e do ascendente vôlei feminino. Mas não evitou a frustração do futebol masculino, que perdeu talvez a maior chance de conquistar o único triunfo que lhe falta. Na semifinal contra a Nigéria, vencíamos por 3 a 1, antes de ceder o empate e perder a vaga na final na "morte súbita". O tabu fica para ser vencido em Sydney.

XXIX- Sydney, 2000

Com obras grandiosas em estilo futurista, a Austrália mostrou que é muito mais do que um lugar exótico e remoto, habitado por surfistas, aborígenes e cangurus. Some-se a isso o esforço do Comitê Olímpico Internacional para apagar da memória o fiasco dos últimos Jogos, em Atlanta, onde os computadores pifaram e a organização virou um caos. Os australianos conseguiram nada menos que a perfeição.

Para isso, os australianos começaram cedo. Ao todo foram nove anos de preparação - dois quando Sydney ainda era um das cidades candidatas a sediar os Jogos Olímpicos e mais sete depois que ela venceu a disputa - e um investimento de 3,4 bilhões de dólares.

Resumo de todos os dias da competição

15/09/2000

Show na Abertura dos Jogos. Com a entrada de cavaleiros e amazonas, ao som de trompetes, e o hino nacional da Austrália, interpretado por Julie Anthony, foi aberta a Cerimônia da Olimpíada de Sydney.

Nikki Webster, uma menina de 13 anos personagem central do espetáculo, simbolizou na praia, com a presença dos aborígenes, um sonho que se transformou na formação das lendas e história da Austrália. Com muitos recursos técnicos e mais de 2.000 figurantes que dançaram e cantaram com a forte presença do público, que participou ativamente dos festejos, os Australianos deram um espetáculo inesquecível de competência, amor ao esporte e cidadania.

A delegação Olímpica Brasileira entrou no Stadium Austrália ao som de "Aquarela do Brasil" e a porta-bandeira da delegação foi a atleta do vôlei Sandra Pires. Outro destaque da delegação brasileira foi o tenista Gustavo Kuerten.

A primeira medalha de ouro nas Olimpíadas saiu na prova do tiro feminino, modalidade carabina de ar 10 metros. A atleta norte-americana Nancy Johnson foi a vencedora. A prata ficou com a sul-coreana Kang Cho-hyun e o bronze com a chinesa Gao Jing.

O Basquete Feminino Brasileiro estreou também com vitória, ao vencer a Eslováquia por 76 a 60.

Com um tempo de 2h40s, a suíça Brigitte McMachon surpreendeu e levou o ouro na prova de Triatlo Feminino. Uma das favoritas, a australiana Michellie Jones ficou com a prata e outra suíça, Magali Messmer, ficou com a medalha de bronze.

Entre as brasileiras, apenas Sandra Soldan completou a prova chegando na 11ª posição, com o tempo de 2h3m19s.

O Vôlei Feminino Brasileiro, venceu fácil a seleção do Quênia por 3 sets a zero, parciais 25-8, 25-11 e 25-13, numa partida que durou 55 minutos. Já o Futebol Feminino perdeu para a Alemanha por 2 a 1.

16/09/2000

A primeira medalha do Brasil saiu na Natação Masculina. Gustavo Borges, Fernando Scherer, Edvaldo Valério e Carlos Jayme garantiram a medalha de bronze na prova do revezamento 4 x 100. A medalha de ouro ficou com os Australianos e a de prata com os Estados Unidos.

Com essa medalha, Gustavo Borges passou a ser o brasileiro com mais medalhas olímpicas: quatro. Ganhou prata nos 100m livre em Barcelona/92, prata nos 200m livre e bronze nos 100m livre em Atlanta/96.

O nadador Fernando Scherer desistiu de competir nos 100m livre devido ao seu problema no tornozelo, deixando a missão para Gustavo Borges. Scherer vais disputar os 50m.

As primeiras provas de natação dos Jogos de Sydney viram duas quebras de recordes olímpicos. Nos 400 m livre masculino, o australiano Ian Thorpe estabeleceu a nova marca, com 3min44s65, enquanto a holandesa Inge de Bruijn, nos 100m borboleta, marcou 57s60. Os dois também são os recordistas mundiais das provas.

A ginasta canadense Emile Fournier, 17, teve sua perna esquerda fraturada durante uma seção de treinamento e ficará fora dos Jogos Olímpicos. A atleta deverá ser substituída por Crystal Gilmore.

A Equipe Brasileira de Atletismo fez ontem (15/09) treinos leves na pista de aquecimento do Estádio Olímpico de Sydney, sob o comando dos técnicos Jayme Netto e Nélio Moura. A modalidade de atletismo estréia nos Jogos no dia 21.

O Handebol Feminino começou bem a sua participação nos Jogos. As meninas do Brasil venceram a seleção Australiana por 32 a 19.

17/09/2000

A dupla feminina de Vôlei de Praia, Sandra Pires e Adriana Samuel, venceram a seleção de Cuba por 15 a 4. Em outra partida, Adriana Behar e Shelda fizeram 15 a 3 contra as búlgaras Tzvetelina e Petia Yanchulova, e deram um show na praia de Bondi Beach. A partida durou apenas 25 minutos.

O Brasil voltou a vencer no Tênis de Mesa em duplas. Hugo Hoyama e Carlos Kawai derrotaram os checos Petr Korbel e Josef Plachy por dois sets de 21 a 17. O próximo desafio dos brasileiros pode ser os poloneses Lucjan Blaszczyk e Tomasz Krzeszewski.

No Ciclismo, apesar do esforço da australiana Michelle Ferris na prova dos 500m contra o relógio, o ouro ficou com a francesa Felicia Ballanger, que quebrou o recorde mundial da prova. O terceiro lugar ficou com a chinesa Jiang Cuihua.

O atleta Sanderlei Parrela viajou ontem para Sydney, junto com seu técnico Luis Alberto de Oliveira, com a esperança de ainda poder disputar a prova dos 400 m, para a qual está classificado. Alguns membros da Comissão Antidoping do COI chegarão a Sydney hoje. O presidente da CBAt, Roberto Gesta, se reunirá com eles para obter uma resposta sobre o caso antes do dia 21 - início das provas de atletismo.

A equipe norte-americana feminina de revezamento 4x100m livre (natação) quebrou o recorde mundial da prova, com o tempo de 3min36s61. A antiga marca pertencia às nadadoras da China e havia sido conquistada em 1994.

No Futebol Masculino, o Brasil perdeu de 3 a 1 para a seleção da África do Sul e ficou em situação difícil. Terá obrigação de vencer o Japão na próxima partida, se não quiser ficar com sua classificação comprometida nos Jogos de Sydney.

Daniele Hypólito é finalista da Ginástica Artística. A brasileira, de apenas 16 anos é uma das três atletas mais baixinhas presentes em Sydney, ficou em 31° lugar na classificação geral e estará entre as 36 atletas que disputarão a final a partir das 5 horas da madrugada desta quinta-feira.

18/09/2000

O Judoca paulista Tiago Camilo, de apenas 18 anos, faz uma campanha brilhante e conquista a segunda medalha do Brasil nos Jogos de Sydney. Ele faturou a medalha de prata, perdendo para o italiano Giuseppe Maddaloni na final.

Tiago Camilo é o mais jovem brasileiro a conquistar uma medalha olímpica em modalidades individuais.

O Canoísta brasileiro Cássio Petry está fora da disputa por medalhas nos Jogos de Sydney. Ele foi desclassificado na prova de slalom após as duas baterias realizadas na madrugada de ontem. O atleta terminou a prova em 14° lugar, e apenas os 12 primeiros se classificam para a segunda fase.

A nadadora holandesa Inge de Brujin confirmou favoritismo e venceu a prova dos 100m borboleta. Além do ouro, ela bateu o recorde mundial, com o tempo de 56s61.

A Seleção Brasileira masculina de Vôlei não encontrou dificuldades em sua partida de estréia e venceu a Austrália por 3 sets a 0. As parciais foram 25/13, 25/14 e 25/21. Nos dois primeiros sets o Brasil manteve-se a frente do placar. Fechou o primeiro em 18 minutos, o segundo em 19 minutos e o terceiro em 24 minutos.

A brasileira Maria Elizabete Jorge, 43 anos, terminou em décimo lugar na prova de Levantamento de Peso. Apesar de não conquistar uma medalha, o reconhecimento do público, que a aplaudiu depois de sua atuação, foi um valioso prêmio de consolação, que pode motivar a veterana atleta a sonhar com a Olimpíada de Atenas, em 2004.

A Seleção Brasileira feminina de Vôlei confirmou seu favoritismo diante das australianas: venceu por 3 sets a 0 e sem dificuldades, o duelo com as anfitriãs dos Jogos. As parciais foram 25/13, 25/18 e 25/17.

Cuba comemora a sua primeira medalha de ouro do país nesta Olimpíada. A Judoca Legna Verdecia, venceu a japonesa Norito Narasaki, campeã mundial, na categoria 52 kg.

Hugo Hoyama vence novamente na estréia do torneio masculino individual de Tênis de Mesa. Ele derrotou o canadense Kurt Liu por 3 a 0. Já a brasileira Lígia Silva perdeu para a romena Otilia Badescu.

19/09/2000

O velocista brasileiro Sanderlei Parrela foi liberado para disputar a prova dos 400m. A participação do atleta, que havia sido pego no exame antidoping, dá uma injeção de ânimo em toda a equipe de Atletismo em Sydney. Agora o Brasil passa a ter mais chances de conquista de medalhas na Olimpíada.

Finalmente a primeira vitória brasileira no Boxe. Valdemir Pereira, o Sertão, venceu o australiano James Swan por 8 a 4, em combate realizado no Exhibition Centre de Sydney. Para conquistar o ouro, Sertão precisa vencer mais quatro combates no torneio. Seu próximo adversário será o turco Ramazan Palyani. O confronto acontece sábado, dia 23.

A dupla brasileira do Tênis de Mesa, integrada por Hugo Hoyama e Carlos Kawai, foi derrotada no torneio masculino dos Jogos de Sydney. Os brasileiros perderam para os poloneses Lucjan Blaszczyk e Tomasz Krzeszewski. Hugo Hoyama continuará disputando apenas o torneio individual.

O Basquete Feminino perdeu para a seleção da Austrália por 81 a 70. Segundo o técnico Antônio Barbosa, o fator decisivo foi a instabilidade da Seleção Brasileira. O próximo compromisso das meninas é na madrugada de quinta-feira (0H30) contra a seleção do Senegal.

O remador brasileiro Anderson Nocetti não conseguiu se classificar, na repescagem, para as semifinais do skiff simples. Nocetti chegou em terceiro lugar. O holandês Gerard Egelmeers venceu a prova seguido pelo eslovaco Jean Zyska.

A atleta brasileira naturalizada americana, Gabrielle Rose, conseguiu se classificar para a final dos 200m medley. Gabrielle, que é filha de brasileira, representou o Brasil nos Jogos de Atlanta, em 1996, mas não havia conseguido ir para a final. Pelos EUA, conquistou o sétimo melhor tempo na semifinal.

A equipe brasileira do revezamento 4x200m livre nadou muito mal em sua eliminatória e não entrou na final da modalidade dos Jogos. A equipe vencedora foi a norte-americana.

Gustavo Kuerten venceu fácil o tenista Christophe Pognon, de Benin, em pouco mais de meia hora. O brasileiro marcou 2 sets a 0, parciais 6/1 e 6/1.

O nadador americano Lenny Krayselburg conquistou a medalha de ouro nos 100m nado costas e bateu o recorde mundial com o tempo de 53s72. O segundo lugar ficou com o australiano Mathew Welsh e o alemão Stev Theloke ficou com o bronze.

A Seleção Brasileira masculina de Vôlei derrotou o Egito por 3 sets a 0, parciais 30/28, 25/10 e 25/21. Mesmo assim, a equipe encontrou um adversário bem mais complicado do que se esperava no princípio. Nesta partida, o atacante Tande estreou, depois de ter sido poupado na partida contra a Austrália.

A nadadora da Romênia Diana Mocanu marcou um novo recorde mundial nos 100m nado costas, com 1min0s21. A romena ganhou a medalha de ouro, vencendo a final no Centro Aquático Internacional de Sydney.

20/09/2000

A terceira medalha do Brasil, saiu das mãos do judoca Carlos Honorato, na categoria Peso Médio, ele ganhou a medalha de prata. Inicialmente Honorato foi a Sydney para ser reserva da equipe brasileira. Com a contusão do atleta Edelmar Branco Zanol, Carlos Honorato teve a sua oportunidade e soube aproveitá-la.

Honorato, 26 anos, começou bem nos Jogos ao derrotar na estréia o indonésio Krisna Bayu, com um ippon por imobilização. Seguiram-se mais três vitórias até o final. Mesmo derrotado, Honorato comemorou a prata como o maior troféu de uma carreira com altos e baixos.

Mais uma vitória das meninas do Futebol, desta vez derrotando a seleção da Austrália e classificando-se para as semifinais. O placar foi de 2 a 1 para as brasileiras. A atacante Kátia Cilene, deixou o gramado chorando, e as lágrimas no rosto explicaram o empenho do time para conquistar a classificação. O outro gol do Brasil foi marcado por Raquel aos 10 minutos do 1° tempo.

O nadador Eric Moussambani, da Guiné Equatoriana, na África, emociona Sydney e torna-se um símbolo dos Jogos Olímpicos. O atleta de 22 anos participou da 1ª eliminatória, bateria disputada pelos nadadores com os piores tempos. Além de Moussambani, estavam escalados o nigeriano Karim Bare e Farkhood Oripov, do Tadjiquistão. Os outros dois queimaram a largada e foram desclassificados.

Sozinho na piscina, o nadador percorreu ida e volta lentamente, mostrando a habilidade de quem aprendeu a nadar em janeiro deste ano (foi sua primeira vez em uma piscina de 50 metros). A cada braçada, os espectadores não paravam de aplaudir.

Ao sair da piscina, Moussambani, exausto, foi tratado pelo público como se fosse um dos campeões da casa. Seu tempo foi de 1min52s72, enquanto que o recorde da prova, cravado pelo holandês Pieter van den Hoogenband foi de 47s84.

A Seleção Brasileira masculino de Futebol sofreu e conseguiu vencer o Japão pelo magro placar de 1 a 0. Alex fez o gol aos 4 minutos do primeiro tempo.

No Iatismo, os brasileiros Kiko Pelicano e Maurício Santa Cruz, da classe mistral, permanecem em 10° lugar na classificação geral, com 39 pontos perdidos.

O ciclista alemão Jens Lehmann, depois de cair aos prantos com a conquista da medalha de ouro na competição por equipes, comove o público em Sydney: ele desceu do pódio e beijou a pista do Velódromo Dunc Gray, logo depois da premiação.

A equipe Brasileira de Hipismo encerrou sua participação no Concurso Completo de Equitação em sexto lugar. Uma colocação surpreendente diante do 15° lugar alcançado em Atlanta/96. O resultado também é o melhor do Brasil nessa modalidade em toda a história dos Jogos.

21/09/2000

Gustavo Kuerten avança para as oitavas-de-final do torneio olímpico de Tênis. Hoje de madrugada, ele derrotou o alemão Rainer Schuttler com um duplo 6/4 em uma partida relativamente fácil. Seu próximo adversário será o croata Ivan Ljubicic, 90° colocado no ranking mundial de Entrada e o 82° no ranking da Corrida dos Campeões da ATP.

A Seleção Brasileira masculina de Vôlei derrotou a Holanda por 3 sets a zero. Parciais de 25/20, 25/17 e 27/25.

A ginasta brasileira Daniele Hypólito fez história na final individual por aparelhos em Sydney, encerrada hoje, às 8 horas da manhã (horário de Brasília). Ela terminou em 21° lugar, com 37.337 pontos, melhor colocação de uma brasileira em Olimpíada. A Romênia levou as três medalhas: ouro (Andreea Raducan), prata (Simona Amanar) e bronze (Maria Olaru), confirmando o título por equipes do dia anterior.

As duplas brasileiras de Vôlei de Praia Feminino continuam indo bem em Sydney. Na madrugada de hoje, as duplas Adriana Behar/Shelda e Sandra/Adriana venceram com tranquilidade os seus jogos e se classificaram para as quartas-de-final, que serão disputadas no sábado.

Sandra e Adriana venceram a dupla portuguesa por 15 a 6. Adriana Behar e Shelda venceram as alemãs por 15 a 9. No sábado elas enfrentarão uma dupla da casa, formada pelas australianas Gooley e Manser.

O Cavaleiro brasileiro Roberto Macedo, do Concurso Completo de Equitação, sofreu uma queda ao participar de uma prova da categoria individual. Montando Fricote, o cavaleiro caiu ao saltar um obstáculo e acabou sendo atingido pelo animal. Roberto fraturou a bacia e seu estado geral é bom.

A Seleção Brasileira feminina de Handebol sofreu a primeira derrota em Sydney. Na madrugada de hoje, a equipe foi derrotada pela Áustria por 45 a 26. As austríacas, medalha de bronze no último mundial, conseguiram a primeira vitória.

O maratonista Vanderlei Cordeiro de Lima embarca amanhã para Sydney para disputar a segunda Olimpíada da carreira. Em Atlanta/96, ele terminou a maratona em 47° lugar. Agora Vanderlei sonha com uma medalha.

O boxer brasileiro meio-médio ligeiro Kelson Pinto estreou com vitória, nocauteando no quarto assalto, o paquistanês Ghulan Shabbir. O próximo adversário de Kelson Pinto será o campeão mundial de 99, Abdullaev Mahamadkadyz, do Uzbequistão.

22/09/2000

Começou ontem à noite a batalha para definir quem é o homem mais rápido do mundo. A prova dos 100m rasos, a mais importante do atletismo, concentrou todas as atenções no primeiro dia da modalidade nos Jogos Olímpicos. A grande surpresa foi a eliminação do atual campeão olímpico, o canadense Donovan Bailey. Mal recuperado de uma forte gripe, ele chegou em último lugar na terceira prova da segunda fase eliminatória, tendo praticamente abandonado a prova a partir da metade do percurso.

O americano Maurice Greene, recordista mundial e grande favorito ao ouro, não forçou o ritmo e fez 10s10 na segunda eliminatória. O melhor tempo do dia foi 10s04, marcado por Ato Boldon, de Trinidad e Tobago e Obadele Thompson, de Barbados.

Três brasileiros disputaram as eliminatórias dos 100m rasos. Enquanto Raphael Oliveira foi eliminado logo na primeira rodada, Vicente Lenílson Lima e Cláudio Sousa conseguiram chegar à segunda eliminatória, onde foram eliminados com os tempos de 10s28 e 10s47 respectivamente.

A americana Marion Jones começou bem a sua tentativa de entrar para a história dos Jogos, com a conquista de cinco medalhas de ouro. Jones iniciou seu desafio pessoal com as eliminatórias dos 100m rasos, uma de suas especialidades. Na segunda eliminatória da prova, disputada no início da manhã de hoje, ela marcou o tempo de 10s83 e conseguiu a melhor marca do dia.

A Seleção Brasileira feminina de Vôlei manteve aproveitamento de 100% na Olimpíada. Na madrugada de hoje, a vítima foi a Croácia, derrotada por 3 sets a 0, parciais de 25/21, 25/23 e 25/23. Com o resultado, a quarta vitória em quatro jogos, a equipe permanece na liderança do Grupo A e se mantém como a única que ainda não perdeu nenhum set.

No Vôlei de Praia Masculino, a dupla Emanuel e Loiola perdeu para os espanhóis Diez e Bosma por 17 a 16 e deram adeus aos Jogos Olímpicos.

O controle do jogo foi dos brasileiros durante boa parte do tempo e pareciam caminhar para uma vitória tranquila, mas os espanhóis endureceram e empataram em 10 a 10. Mais tranquilos, os espanhóis fizeram o ponto decisivo e acabaram com o favoritismo da dupla do Brasil.

A Seleção Brasileira feminina de Basquete voltou a jogar mal e sofreu a segunda derrota em quatro jogos na Olimpíada. Demonstrando instabilidade emocional, a equipe perdeu na madrugada de hoje para a França, na prorrogação, por 73 a 70, após empate em 63 pontos no tempo normal.

23/09/2000

No Vôlei de Praia Feminino o Brasil já é no mínimo, medalha de prata. Com a suada vitória de Adriana Behar e Shelda, por 15 a 11 sobre as japonesas Takahashi e Saiki, o Brasil carimbou passaporte para a grande final, que será realizada às 14h desta segunda-feira, dia 25 de setembro, ( 00h de Segunda, em Brasília ), na arena de Bondi Beach. Na decisão, Behar e Shelda vão enfrentar as australianas Cook e Pottharst, que derrotaram Adriana Samuel e Sandra Pires na outra semifinal. Adriana e Sandra brigam pelo bronze em confronto com as japonesas, às 12h de segunda (22h do domingo, dia 24 de setembro, horário de Brasília).

A Seleção Brasileira masculino de Futebol dá vexame e está eliminada da Olimpíada de Sydney. Os brasileiros perderam para a Seleção dos Camarões por 2 a 1, com um gol na prorrogação com morte súbita. Lamentável.!!

A japonesa Naoko Takahashi levou o ouro na prova da Maratona Feminina, disputada hoje a noite, e estabeleceu um novo recorde olímpico para a competição. A atleta completou a prova em 2h23min14s, superando o antigo recorde de 2h24min52s, da norte-americana Joan Benoit, em Los Angeles/84.

O segundo lugar ficou com a romena Lidia Simon, que fez o tempo de 2h23min22s. O bronze ficou com a queniana Joyce Chepchumba, com o tempo de 2h24min45. As grandes favoritas ao ouro, a queniana e recordista mundial Tegla Loroupe, e a etíope Fatuma Roba, abandonaram a prova antes da metade da competição.

24/09/2000

A Seleção Brasileira feminina de Futebol apesar de ter feito a melhor apresentação dos últimos anos e dominado o jogo, foi derrotada pelos Estados Unidos por 1 a 0, na semifinal disputada neste domingo, dia 24, em Canberra. Agora, resta a chance de disputar o inédito bronze, dia 28, contra a Alemanha, que perdeu para a Noruega, na outra semifinal realizada em Sydney. Brasileiras e alemães voltam a se encontrar. Na primeira fase, vitória da Alemanha por 2 a 1.

 

A dupla Zé Marco e Ricardo já garantiu neste domingo, dia 24, o melhor resultado do Brasil no torneio olímpico de vôlei de praia masculino. Em pouco mais de meia hora, os brasileiros venceram por 15 a 5 a semifinal contra Ahmann e Hager (Alemanha) e vão enfrentar os americanos Blant e Fonomoiana na disputa pelo ouro, na terça-feira, dia 26, às 14h (0h do mesmo dia, horário de Brasília), na quadra principal da arena montada em Bondi Beach.

Atletismo - 110m c/barreiras - Márcio Simão se classificou na eliminatória com o 21o. tempo, com 13s70. Na segunda eliminatória marcou 13s71 e acabou eliminado.
400m - semifinal - Sanderlei Parrela se classificou para a final marcando 45s17.
400m c/barreiras - Eronides Araújo se classificou para a semifinal marcando 50s06.

Basquete Feminino - Brasil 60 x 61 Canadá (31/28) - O Brasil ficou em terceiro lugar na fase classificatória. Nas quartas-de-final enfrentará a Rússia.

Boxe - Categoria até 63,5kg - Kelson Carlos perdeu para Mahamadkadyz Abdullaev (UZB) por nocaute técnico e foi eliminado.

Ciclismo - Montain Bike - Renato Seabra não completou a prova. Ele terminou na 43a. colocação.

Iatismo - Mistral Mas - Ricardo Winick ficou na 15a. colocação final. Ele foi 21o. na décima rodada e 26o. na décima-primeira e última regata.
Mistral Fem - Christina Mattoso ficou na 26a. colocação final. Na décmia-primeira e última regata ela ficou em 28o. lugar.
470 Mas - Alexandre Paradeda e André Fonseca ocupam a 23a. colocação geral. Na sétima regata eles foram 27o. e na oitava regata 25o.
470 Fem - Maria Krahe e Fernanda Oliveira ocupam a 18a. colocação. Na sétima regata elas ficaram em 17o. lugar e na oitava em 15o. lugar.
Tornado - Maurício santa Cruz e Henrique Pelicano terminaram a competição na 11a. colocação. Na décima-primeira e última regata eles ficaram em 11o. lugar.

Nado Sincronizado - Dueto técnico - Isabela e Carolina de Moraes terminaram em 13o. lugar.

Tênis - Dupla Fem - Vanessa Menga e Joana Cortez 2/6, 3/6 Petra Mendula/Katalin M.Aracama (Hungria). A dupla brasileira foi eliminada.

Vôlei Feminino - Brasil 3 x 1 Estados Unidos (25/17, 20/25, 25/15, 25/15). O Brasil terminou em primeiro lugar do grupo A. Nas quartas-de-final, dia 26, o Brasil enfrentará a Alemanha, quarta colocada do grupo B.

25/09/2000

O Vôlei de Praia Feminino é medalha de prata e de bronze. Apesar da frustração pela derrota na disputa do ouro, Adriana Behar e Shelda ficaram com a medalha de prata, e Sandra e Adriana Samuel com a de bronze.

A dupla Adriana Samuel e Sandra festejou muito a façanha. Na decisão do terceiro lugar, disputada na arena de Bondi Beach, elas derrotaram com facilidade as japonesas Yukiko Takahashi e Mik Saiki por 2 sets a 0, com parciais de 12/4 e 12/6, em pouco mais de meia hora de jogo.

A outra dupla brasileira formada por Adriana Behar e Shelda, tricampeã mundial e favorita absoluta ao ouro, foi surpreendida na final pelas australianas Cook e Pottharst, que venceram na madrugada de hoje por 2 sets a 0, parciais de 12/11 e 12/10.

O mais importante é que as quatro brasileiras mostraram garra, competência, talento e acima de tudo, amor à camisa do Brasil. Parabéns meninas.

No Tênis, o brasileiro Gustavo Kuerten foi eliminado, no início da madrugada de hoje, ao perder para o russo Yevgeny Kafelnikov por 2 sets a 0, parciais 6/4 e 7/5. Apesar da decepção, Guga mostrou tranquilidade e disse que adorou a experiência de participar de uma Olimpíada.

O brasileiro Sanderlei Parrela chegou em quarto lugar na final dos 400m rasos, prova realizada hoje de manhã, por volta das 6h30, e que foi vencida com facilidade pelo super-astro americano Michael Jonhson, com o tempo de 43s84. O corredor brasileiro largou bem e até fez boa prova, chegando sozinho na quarta colocação.

O brasileiro Cassius Duran, de 21 anos, fez história no salto ornamental, ao se classificar para a semifinal da prova do trampolim de 3 metros. Ele ficou em 14° lugar entre 49 competidores. Foi a primeira vez que um brasileiro foi tão longe.

Duran teve performance excelente, marcando 382,08 pontos e terminando na frente de outros 35 competidores. Apenas os 18 primeiros conseguiram passar à próxima fase.

26/09/2000

O Vôlei de Praia masculino também é prata nos Jogos Olímpicos de Sydney. A dupla formada por Zé Marco e Ricardo, cotada para ficar com o título, perdeu a chance de dar a primeira medalha de ouro para o Brasil ao perder a final no início da madrugada de hoje. A dupla perdeu para os americanos Dain Blanton e Eric Fonoimoana por 2 sets a 0, parciais de 12/11 e 12/9. A medalha de bronze ficou para a dupla alemã Axel hager e Jorg Ahman por 12/9 a 12/5.

A final do torneio masculino de Futebol vai ser disputada entre Espanha e Camarões, sexta-feira à noite. Hoje em Sydney a Espanha bateu os Estados Unidos por 3 a 1, enquanto em Melbourne Camarões venceu o Chile por 2 a 1, de virada.

A Seleção Brasileira feminina de Vôlei venceu a Alemanha por 3 a 0, parciais de 25/22, 25/18 e 25/17, mesmo resultado da vitória de Cuba sobre a Croácia. Agora o Brasil enfrentará a seleção de Cuba, pelas semifinais na próxima quinta-feira.

O queniano Paul Tergat conquistou a medalha de prata nos 10.000m. O campeão foi o etíope Haile Gebselassie. Paul Tergat já é conhecido do público brasileiro, pelas suas participações e vitórias na Corrida Internacional de São Silvestre.

Os brasileiros Guto Campos e Sebastian Cuattrin classificaram-se na madrugada de hoje para a semifinal da canoagem de velocidade no K-2 1000, no Penrith International Regatta Centre. Os dois voltam à raia quinta-feira, em busca de um lugar na final. Na eliminatória de hoje, eles fizeram o sétimo tempo, com 3min21s228.

No Iatismo, os brasileiros Torben Grael e Marcelo Ferreira seguem firmes na liderança da classe Star. Ontem à noite e no início da madrugada de hoje, foram disputadas a quinta e sexta regatas da competição e os brasileiros terminaram na liderança com 13 pontos perdidos, sete a menos que os vice-líderes, os barcos da Austrália e de Bermundas.

As ciclistas brasileiras Cláudia Carceroni e Janildes Fernandes não deram sorte no ciclismo de estrada. Cláudia terminou a prova em 44° lugar, 17min48s atrás da holandesa medalha de ouro, Leontien Zijlaard. Janildes, bronze no Pan-Americano de Winnipeg-99, chegou na 49ª colocação.

A australiana Cathy Freeman levou a medalha de ouro na prova dos 400m rasos. A corredora aborígene, vestida dos pés à cabeça com uma roupa especial, completou a prova em 49s11. A prata ficou com a jamaicana Lorraine Grahan e o bronze com a britânica Katharine Merry.

27/09/2000

Com uma cesta da pivô Alessandra a 1s4 do fim da partida, a Seleção Brasileira feminina de Basquete venceu a seleção da Rússia por 68 a 67. Foi uma vitória histórica, com as brasileiras jogando como heroínas e colocando o Brasil nas semifinais dos Jogos Olímpicos. Agora as brasileiras encaram mais uma vez a seleção a Austrália.

A atleta brasileira Maurren Higa Maggi, grande esperança do atletismo brasileiro feminino, terminou sua última tentativa no salto em distância deitada sobre a areia. A atleta sentiu uma fisgada na coxa direita no começo de sua arrancada e sequer chegou a realizar o salto.

Maggi ficou por alguns segundos no chão sentindo muitas dores, até ser levantada com o auxílio dos prestativos fiscais de prova. Oficialmente, Maurren teve apenas dois saltos. Ainda não se sabe a gravidade da contusão da atleta.

O velocista Claudinei Quirino garantiu hoje, às 6 horas, sua classificação à semifinal dos 200m rasos, sem forçar a barra. Ele venceu sua série na primeira eliminatória (20s70) e chegou em terceiro lugar na segunda tentativa, com o tempo de 20s24, seu segundo melhor tempo no ano.

Já o atleta Hudson de Souza ficou de fora da final dos 1.500m. Ele chegou em oitavo lugar numa das semifinais com o tempo de 3m14s.

A norte-americana Marla Runyan disputou a primeira eliminatória dos 1.500m rasos e conseguiu passar às semifinais da prova. A atleta tem apenas 10% da sua capacidade visual. A legislação dos Estados Unidos a considera como cega.

No tênis, Venus Williams cumpriu as previsões e faturou a medalha de ouro em Sydney. Na final, disputada no início desta madrugada, ela venceu sem grandes problemas a russa Elena Dementieva por 2 sets a 0, parciais de 6/2 e 6/4. Venus não terá muito tempo para comemorar, já que ainda hoje à noite ela faz a decisão no torneio de duplas.

A Seleção Brasileira masculina de Vôlei amarelou e ficou fora das semifinais da Olimpíada de Sydney. Depois de uma campanha impecável na fase de classificação, com cinco vitórias em cinco jogos, a equipe decepcionou ao perder para a rival Argentina por 3 a 1, parciais de 17/25, 25/21, 25/19 e 27/25. Agora, como em Atlanta-96, a equipe brasileira está fora da disputa por medalhas e pode alcançar no máximo o quinto lugar.

28/09/2000

Quatro anos depois de sua primeira medalha olímpica, a equipe brasileira de Hipismo repetiu o resultado de Atlanta e, na madrugada de hoje, ficou com o bronze nos Jogos de Sydney. O resultado foi conseguido no sufoco - através de um desempate contra a equipe da França - e com uma grande atuação do cavaleiro Rodrigo Pessoa, o número 1 do mundo.

A equipe brasileira foi formada por Rodrigo Pessoa, Luiz Felipe Azevedo, André Johannpeter e Álvaro de Miranda Neto, o Doda.

A norte-americana Marion Jones faturou mais um ouro em Sydney. Com uma velocidade impressionante comparada ao desempenho de suas adversárias, Marion conquistou hoje de manhã a medalha de ouro, sua segunda na Austrália, nos 200m rasos para mulheres. A corredora já havia faturado o ouro nos 100m e ainda é promessa de pódio também nos 4x100, 4x400 e salto em distância.

Ela completou a prova em 21s84, 43 décimos à frente da segunda colocada, a corredora de Bahamas, Pauline Davis-Thompson, medalha de prata.

O grego Konstantinos Kenteris surpreende favoritos e ganha prova dos 200m rasos. O grego fez o tempo de 20s09. A prata ficou com o britânico Darren Campbell (20s14) e o bronze foi para o corredor de Trinidad & Tobago, Ato Boldon (20s20).

Claudinei Quirino terminou a prova em sexto (20s28), à frente dos americanos Coby Miller e John Capel Júnior. Claudinei ainda terá chance de medalha no revezamento 4x100m.

A atleta brasileira Maurren Higa Maggi ficará pelo menos quatro semanas longe das pistas. Este é o prazo que o chefe médico do COB, João Grangeiro, calcula para que a atleta se recupere de uma ruptura de um músculo da coxa direita, causada quando ela corria para seu terceiro salto na madrugada de ontem.

A Seleção Brasileira feminina de Vôlei reviveu na manhã de hoje o pesadelo de Atlanta-96. Depois de estar vencendo Cuba por 2 sets a 1 e ficar com a partida nas mãos, o time caiu de produção e acabou derrotado novamente por 3 a 2, parciais de 27/29, 25/19, 21/25, 25/19 e 15/09. Só resta ao time agora brigar pelo bronze, amanhã, contra os Estados Unidos. Cuba e Rússia vão fazer a final.

A Seleção Brasileira feminina de Futebol perdeu nesta madrugada a chance de ficar com o bronze nos Jogos de Sydney. As meninas do Brasil voltaram a perder para a Alemanha, desta vez por 2 a 0, e repetiram na Austrália o quarto lugar conquistado em Atlanta-96.

Foi uma melancólica despedida do time brasileiro, que será todo reformulado daqui para frente, inclusive sua comissão técnica.

A Noruega conquistou sua primeira medalha de ouro em Sydney ao vencer hoje os EUA por 3 a 2, no torneio de Futebol Feminino. No tempo normal houve empate por 2 a 2. Mellgren fez o gol da vitória na prorrogação com morte súbita, aos 12 minutos.

Após um dia positivo, o brasileiro Robert Scheidt encostou no britânico Ben Ainslie e está mais perto da medalha de ouro na classe Laser. Nas duas regatas realizadas nesta madrugada na Baía de Rushcutters, ele foi primeiro colocado em uma e quinto na outra. Agora, apenas quatro pontos o separam do primeiro colocado. As duas últimas regatas serão disputadas hoje, a partir das 22 horas.

Carmen Carolina, a única representante do Brasil no taekwondo, não teve sorte no sorteio de sua primeira adversária. Pegou logo de cara a italiana Cristina Corsi, atual campeã européia da categoria até 57 kg, e perdeu por 5 a 2, em luta realizada ontem. Como Corsi acabou não avançando na competição, Carmen não conseguiu vaga na repescagem e está fora dos Jogos de Sydney.

A equipe brasileira de Ginástica Artística Desportiva está na final do torneio nos Jogos de Sydney e vai brigar por medalha. A classificação das meninas foi definida nesta madrugada em exercício realizado no Pavilhão 3 do Parque Olímpico. O Brasil conseguiu o sétimo lugar na prova de conjunto e garantiu sua presença entre os oito países finalistas, que se enfrentarão novamente no sábado, a partir das 5h30.

A Seleção Brasileira feminina de Handebol está fora da luta por medalhas na Olimpíada. Na madrugada de hoje, a equipe brasileira perdeu para a Coréia do Sul por 35 a 24, após derrota parcial no primeiro tempo por 19 a 12. Agora só resta ao Brasil disputar o torneio de consolação, que definirá do 5° ao 8° lugares.

Na madrugada de hoje, as irmãs americanas Serena e Venus Williams atropelaram as holandesas Kristie Boogert e Miriam Oremans, vencendo a decisão por 2 sets a 0, com parciais de 6/1 e 6/1. Foi simplesmente um show. Venus pôs no peito sua segunda medalha de ouro olímpica, já que, no dia anterior havia faturado também o torneio individual de tênis.

29/09/2000

Quatro anos depois de ter perdido o ouro da classe Laser do iatismo em Atlanta, o inglês Ben Ainslie se vingou do brasileiro Robert Scheidt na madrugada de hoje. O iatista inglês jogou sujo, atrapalhando o caminho do iatista brasileiro e faturou a medalha de ouro. Apesar das reclamações, Robert Scheidt ficou com a medalha de prata.

Depois da sensacional vitória sobre a Rússia por apenas um ponto nas quartas-de-final, a equipe brasileira feminina de basquete abusou do direito de errar e acabou derrotada pela Austrália por 64 a 52, na madrugada de hoje, dando adeus à chance de disputar a segunda final olímpica consecutiva.

A meninas agora vão tentar o bronze amanhã, às 4 horas, contra a Coréia do Sul que perdeu na outra semifinal para os EUA por 78 a 65. Austrália e EUA decidem o ouro.

O Brasil ainda tem uma última chance de conseguir uma medalha de ouro no atletismo dos Jogos de Sydney, amanhã, a partir das 6 horas no revezamento 4x100m. Os velocistas brasileiros fizeram bonito na segunda semifinal da prova e garantiram passagem para a final, chegando em 2° lugar, atrás de Cuba, com o tempo de 38s27.

O Brasil correu na semifinal com Vicente Lenílson de Lima, Edson Luciano Ribeiro, André Domingos e Claudinei Quirino.

A Seleção Brasileira masculina de Vôlei perdeu para a Holanda e terminou sua participação nos Jogos de Sydney na 6ª colocação.

No Iatismo, os brasileiros Torben Grael e Marcelo Ferreira da classe Star, após terem queimado a largada da última série, ficaram com a medalha de bronze.

A Seleção Brasileira feminina de Vôlei garantiu a medalha de bronze, ao vencer a equipe dos Estados Unidos por 3 sets a 0 em uma bela partida. Parciais de 25/18, 25/22 e 25/21.

Não mostrando sinal de abatimento pela derrota sofrida para Cuba na semifinal, as meninas do vôlei entraram em quadra dispostas a trazer a medalha de bronze para o Brasil; e conseguiram.

Após uma dramática partida contra a seleção da Espanha, o time de Camarões conquistou a medalha de ouro no futebol. A seleção espanhola, com dois jogadores a menos, esteve vencendo a partida por 2 a 0. Camarões empatou e levou a partida à prorrogação, que terminou também empatada. Nos pênaltis os africanos venceram por 5 a 3.

30/09/2000

No Atletismo, a equipe de revezamento 4 x 100m do Brasil conquistou a medalha de prata na manhã deste sábado. Claudinei Quirino, que fechou a prova, estava em terceiro quando pegou o bastão, mas conseguiu ultrapassar o cubano que vinha em segundo e garantiu a sexta medalha de prata do Brasil nos Jogos de Sydney.

A equipe foi composta por Vicente Lenílson de Lima, Edson Luciano Ribeiro, André Domingos e Claudinei Quirino.

A Selação brasileira Feminina de Basquete é medalha de bronze nos Jogos de Sydney. As meninas mostraram garra e venceram a Coréia do Sul por 84 a 73 na prorrogação.

O último atleta a completar a marcha atlética dos 50 quilômetros foi aclamado pelos 94 mil espectadores do estádio olímpico. O britânico Chris Maddocks completou a prova uma hora depois do campeão, o polonês Robert Korzeniowski. " Foi a coisa mais emocionante que já senti", confessou Maddocks, que teve problemas no tendão-de-aquiles.

A competição de nado sincronizado por equipes serviu para quebrar um tabu. Desde Los Angeles-84 a equipe dos Estados Unidos vinha acumulando medalhas nessa modalidade. Na história, foram cinco de ouro e duas de prata. Em Sydney, as norte-americanas defendiam o ouro, mas ficaram com o quinto lugar.

01/10/2000

Cento e cinco atletas largaram na maratona masculina, evento que encerrou os Jogos Olímpicos de Sydney, neste domingo, 1 de outubro. Destes 105, 81 terminaram a prova, sendo que o vencedor foi o etíope Abera Mezehgne, com 2h10m11s. Dos três brasileiros que largaram, apenas um completou o percurso de 42,195 km: Vanderlei Cordeiro de Lima, na 75a. colocação (o recorde de Vanderlei é 2h08m31s). "Senti muitas dores na perna esquerda, principalmente a partir do km 30", explicou Vanderlei (até então ele estava entre os 35 primeiros). Éder Moreno Fialho e Osmiro Souza e silva, que também largaram, não conseguiram completar o percurso.

Depois de completar com perfeição o percurso na primeira etapa do dia (sem faltas), o brasileiro Rodrigo Pessoa, montando Baloubet du Rouet, foi eliminado do torneio de hipismo dos Jogos de Sydney na parte da tarde. O conjunto cometeu duas infrações, sofreu sete pontos de penalidade e não conseguiu superar um dos obstáculos na parte da tarde (o cavalo refugou três vezes). O brasileiro André Johannpeter também não conseguiu medalha, ao cometer mais quatro pontos na parte da tarde. Ele somou oito pontos e ficou com uma das cinco melhores colocações do torneio, mas sem chance de lutar pelos três primeiros lugares.

Com uma gigantesca queima de fogos que começou sobre o Estádio Olímpico e prosseguiu até a Baía de Sydney, cruzando os céus da cidade por mais de trinta minutos, terminou a cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Sydney-2000.

Pouco antes, foi a vez do maior símbolo da Olimpíada se apagar. Após 15 dias ardendo sobre o Estádio Olímpico, em Sydney, foi apagada a pira olímpica. Ao lado da queima de fogos, foi o ponto alto e de maior simbologia da cerimônia.

O fogo se extinguiu enquanto um caça da força aérea australiana fez um vôo rasante sobre o estádio.

No início da cerimônia, discursaram o presidente do Comitê Organizador dos Jogos de Sydney, Michael Knight, e do Comitê Olímpico Internacional (COI), o espanhol Juan Antonio Samaranch.

``Estes são meus últimos Jogos como presidente do COI. Não poderiam ter sido melhores. Portanto, estou orgulhoso e feliz em proclamar que vocês presenciaram os melhores Jogos Olímpicos já realizados'', disse ele no Stadium Austrália (Olímpico), diante de 110 mil espectadores e mais de 7 mil atletas.

Samaranch seguiu a tradição dos jogos e convocou a juventude mundial a juntar-se novamente nos próximos Jogos, que serão realizados daqui a quatro anos em Atenas, berço das Olimpíadas.

É tradicional que, ao encerrar as Olimpíadas, o COI as qualifique como ``as melhores de todos os tempos''. Mas isso não aconteceu com os Jogos de Atlanta, em 1996, que teve problemas de organização e um atentado a bomba.

A festa começou por volta das 6h deste domingo (horário de Brasília) com alguns números musicais. Logo depois, os atletas, sem qualquer ordem ou trajes de gala, entraram no gramado do estádio e se confraternizaram.

Diversos números musicais, acompanhados de alegorias retratando símbolos da Austrália (surfe, danças de salão etc) foram apresentados no Estádio Olímpico.

Bandas pop, como Midnight Oil, INXS e Men at Work dividiram os aplausos do público com a modelo Elly McPherson, as drag queens do filme “Priscila, a Rainha do Deserto” e até com Crocodilo Dundee. De quebra, outra criação australiana, as Bananas de Pijama, arrancaram aplausos do público.

Quadro de Medalhas do Brasil em Sydney

Brasil

     
Natação - Revez. 4 x 100 livre 0 0 1
Judô - Categoria Leve 0 1 0
Judô - Categoria Peso Médio 0 1 0
Vôlei de Praia - Feminino 0 1 1

Vôlei de Praia - Masculino

0 1 0
Hipismo - Por Equipes Masc. 0 0 1
Iatismo - Classe Laser 0 1 0
Iatismo - Classe Star 0 0 1
Vôlei Feminino 0 0 1
Basquete Feminino 0 0 1
Atletismo Masc. - Revez. 4 x 100 0 1 0
Total 0 6 6

Ranking de medalhas
Medalhas por país - 2000 (Sydney)
País Total
Estados Unidos 40 24 33 97
Federação Russa 32 28 28 88
China 28 16 15 59
Austrália 16 25 17 58
Alemanha 13 17 26 56
França 13 14 11 38
Itália 13 8 13 34
Países Baixos 12 9 4 25
Cuba 11 11 7 29
Grã-Bretanha 11 10 7 28
Romênia 11 6 8 25
Coréia do Sul 8 10 10 28
Hungria 8 6 3 17
Polônia 6 5 3 14
Japão 5 8 5 18
Bulgária 5 6 2 13
Grécia 4 6 3 13
Suécia 4 5 3 12
Noruega 4 3 3 10
Etiópia 4 1 3 8
Ucrânia 3 10 10 23
Cazaquistão 3 4 0 7
Bielorrússia 3 3 11 17
Canadá 3 3 8 14
Espanha 3 3 5 11
Turquia 3 0 2 5
Irã 3 0 1 4
República Checa 2 3 3 8
Quênia 2 3 2 7
Dinamarca 2 3 1 6
Finlândia 2 1 1 4
Áustria 2 1 0 3
Lituânia 2 0 3 5
Azerbaijão 2 0 1 3
Eslovênia 2 0 0 2
Suíça 1 6 2 9
Indonésia 1 3 2 6
Eslováquia 1 3 1 5
México 1 2 3 6
Argélia 1 1 3 5
Usbequistão 1 1 2 4
Iugoslávia 1 1 1 3
Letônia 1 1 1 3
Baamas 1 1 0 2
Nova Zelândia 1 0 3 4
Tailândia 1 0 2 3
Estônia 1 0 2 3
Croácia 1 0 1 2
Camarões 1 0 0 1
Colômbia 1 0 0 1
Moçambique 1 0 0 1
Brasil 0 6 6 12
Jamaica 0 4 3 7
Nigéria 0 3 0 3
África do Sul 0 2 3 5
Bélgica 0 2 3 5
Argentina 0 2 2 4
Taiwan 0 1 4 5
Marrocos 0 1 4 5
Coréia do Norte 0 1 3 4
Trindade e Tobago 0 1 1 2
Moldávia 0 1 1 2
Arábia Saudita 0 1 1 2
Irlanda 0 1 0 1
Vietnã 0 1 0 1
Uruguai 0 1 0 1
Geórgia 0 0 6 6
Costa Rica 0 0 2 2
Portugal 0 0 2 2
Catar 0 0 1 1
Sri Lanca 0 0 1 1
Kuwait 0 0 1 1
Quirguizistão 0 0 1 1
Macedônia 0 0 1 1
Chile 0 0 1 1
Armênia 0 0 1 1
Barbados 0 0 1 1
Islândia 0 0 1 1
Israel 0 0 1 1
Índia 0 0 1 1


 


Atenas - 2004

Realizada sob o medo do terrorismo, a 28ª Olimpíada da era Moderna, a primeira realizada após os fatídicos ataques de 11 de Setembro nos EUA, foi a que mais se preocupou com segurança na história. Formam gastos US$ 1,5 bilhão com segurança, nada menos do que cinco vezes o valor de Sydney-2000.

Os Jogos, no entanto, correram em tranqüilidade. As hostilidades em relação aos norte-americanos, em grande parte devido à invasão do Iraque, ficaram restritas a vaias de torcedores.

No aspecto esportivo, a Olimpíada viu a ameaça chinesa aos EUA. Com 32 medalhas, os asiáticos, que vão organizar os Jogos de 2008, em Pequim, ficaram em segundo no quadro, três conquistas atrás dos norte-americanos, e jogaram os russos para o terceiro lugar. Outra surpresa também veio da Ásia. O Japão pulou dez posições no quadro e apareceu em quinto, com 16 ouros --contra apenas cinco quatro anos antes.

Com sua maior delegação na história, com 247 atletas, o Brasil viu também seu melhor desempenho, com o recorde de quatro ouros, ultrapassando o feito de Atlanta-96 (três). Em total de medalhas, no entanto, houve retrocesso pela segunda vez seguida: foram dez, contra 12 em Sydney e 15 em Atlanta.

Na capital grega, o Brasil fez cinco novos bicampeões olímpicos, que se juntaram a Adhemar Ferreira da Silva, até então o único. Conquistaram o segundo ouro Torben Grael e Marcelo Ferreira, Robert Scheidt, Giovane e Maurício. Torben se tornou também o maior atleta olímpico do Brasil, com dois ouros, uma prata e dois bronzes.

MICHAEL PHELPS

O nadador Michael Phelps não conseguiu superar os sete ouros de Mark Spitz, mas ganhou oito medalhas, seis delas de ouro (100 m e 200 m borboleta, 200 m e 400 m medley e 4 x 100 m medley e 4 x 200 m livre). Também somou dois bronzes.

DESEMPENHO BRASILEIRO

Marcelo Ferreira e Torben Grael foram campeões na classe star e conquistaram um dos quatro ouros do país em Atenas. Os outros foram com o velejador Robert Scheidt, a dupla de vôlei de praia Ricardo e Emanuel e a seleção masculina de vôlei.


CURIOSIDADES

  • O atirador Matthew Emmons liderava a carabina três posições 50 m, quando fez uma trapalhada. No último tiro, o americano acabou acertando o alvo de um vizinho, o austríaco Christian Planner. O erro tirou suas chances de medalha e deu o bronze a Planner.
  • Na Grécia, a vela se tornou o esporte mais vencedor do Brasil em Olimpíadas. A modalidade trouxe dois ouros --Robert Scheidt (classe laser) e Torben Grael/Marcelo Ferreira (star)-- e chegou a 14 pódios na história, à frente de atletismo (13) e do judô (12).
  • Pela primeira vez, a China terminou na segunda posição no quadro de medalhas a apenas três ouros dos EUA. Os chineses ganharam 32 ouros, 17 pratas e 14 bronzes, contra 35 ouros, 39 pratas e 29 bronzes dos EUA. A Rússia terminou em terceiro (27 ouros).
  • A canoísta alemã Birgit Fischer, 42, ganhou nos Jogos gregos seu oitavo ouro (soma também quatro pratas) na história e ficou a apenas um de igualar a marca da ginasta Larissa Latynina (URSS), que detém o recorde entre as mulheres de nove títulos olímpicos.
  • A jogadora Janeth se consolidou como a maior cestinha das Olimpíadas. A ala atingiu na Grécia a marca de 535 pontos, mas não conseguiu ajudar o Brasil a ganhar outra medalha no basquete --a equipe terminou em quarto após perder a decisão do bronze para a Rússia.
  • Porta-bandeira da equipe, o velejador Torben Grael conquistou seu segundo ouro em Atenas, na classe star, e se tornou o atleta olímpico brasileiro de maior sucesso da história. Ele possui na carreira cinco pódios (dois ouros, uma prata e dois bronzes).
  • Na disputa da maratona, um espectador, o ex-padre irlandês Cornelius Horan, entrou na pista e derrubou o brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima, quando ele liderava a prova. O maratonista brasileiro acabou terminando a prova em terceiro lugar.
  • Após conquistar apenas um ouro em Sydney-2000 --halterofilista colombiana María Isabel Urrutia--, a América do Sul fez sua melhor campanha na história em Atenas. Além dos quatro ouros do Brasil, a Argentina e o Chile conquistaram dois títulos cada um.
  • A Argentina quebrou um jejum de 52 anos que não ganhava um ouro olímpico. De quebra, em Atenas, faturou dois: ganhou os títulos nos torneios masculino de basquete e de futebol. No basquete, foi responsável pela eliminação dos EUA nas semifinais.

Quadro de medalhas



Ranking

Países
Total
Estados Unidos 35 39 29 103

China 32 17 14 63

Rússia 27 27 38 92

Austrália 17 16 16 49

Japão 16 9 12 37

Alemanha 14 16 18 48

França 11 9 13 33

Itália 10 11 11 32

Coréia do Sul 9 12 9 30

10º Grã-Bretanha 9 9 12 30

11º Cuba 9 7 11 27

12º Ucrânia 9 5 9 23

13º Hungria 8 6 3 17

14º Romênia 8 5 6 19

15º Grécia 6 6 4 16

16º Noruega 5 0 1 6

17º Holanda 4 9 9 22

18º Brasil 4 3 3 10

19º Suécia 4 1 2 7

20º Espanha 3 11 5 19

21º Canadá 3 6 3 12

22º Turquia 3 3 4 10

23º Polônia 3 2 5 10

24º Nova Zelândia 3 2 0 5

25º Tailândia 3 1 4 8

26º Bielorrússia 2 6 7 15

27º Áustria 2 4 1 7

28º Etiópia 2 3 2 7

29º Eslováquia 2 2 2 6

30º Irã 2 2 2 6

31º Taiwan 2 2 1 5

32º Geórgia 2 2 0 4

33º Bulgária 2 1 9 12

34º Jamaica 2 1 2 5

35º Uzbequistão 2 1 2 5

36º Marrocos 2 1 0 3

37º Dinamarca 2 0 6 8

38º Argentina 2 0 4 6

39º Chile 2 0 1 3

40º Cazaquistão 1 4 3 8

41º Quênia 1 4 2 7

42º República Tcheca 1 3 4 8

43º África do Sul 1 3 2 6

44º Croácia 1 2 2 5

45º Lituânia 1 2 0 3

46º Egito 1 1 3 5

47º Suíça 1 1 3 5

48º Indonésia 1 1 2 4

49º Zimbabue 1 1 1 3

50º Azerbaijão 1 0 4 5

51º Bélgica 1 0 2 3

52º Bahamas 1 0 1 2

53º Israel 1 0 1 2

54º Camarões 1 0 0 1

55º Emirados Árabes 1 0 0 1

56º Irlanda 1 0 0 1

57º República Dominicana 1 0 0 1

58º Coréia do Norte 0 4 1 5

59º Letônia 0 4 0 4

60º México 0 3 1 4

61º Portugal 0 2 1 3

62º Finlândia 0 2 0 2

63º Sérvia e Montenegro 0 2 0 2

64º Eslovênia 0 1 3 4

65º Estônia 0 1 2 3

66º Hong Kong 0 1 0 1

67º Índia 0 1 0 1

68º Paraguai 0 1 0 1

69º Nigéria 0 0 2 2

70º Venezuela 0 0 2 2

71º Colômbia 0 0 1 1

72º Eritréia 0 0 1 1

73º Mongólia 0 0 1 1

74º Síria 0 0 1 1

75º Trinidad e Tobago 0 0 1 1

76º Afeganistão 0 0 0 0

77º Albânia 0 0 0 0

78º Andorra 0 0 0 0

79º Angola 0 0 0 0

80º Antigua e Barbuda 0 0 0 0

81º Antilhas Holandesas 0 0 0 0

82º Arábia Saudita 0 0 0 0

83º Argélia 0 0 0 0

84º Armênia 0 0 0 0

85º Aruba 0 0 0 0

86º Bahrein 0 0 0 0

87º Bangladesh 0 0 0 0

88º Barbados 0 0 0 0

89º Belize 0 0 0 0

90º Bermudas 0 0 0 0

91º Bolivia 0 0 0 0

92º Bósnia Herzegovina 0 0 0 0

93º Botsuana 0 0 0 0

94º Brunei 0 0 0 0

95º Burkina Faso 0 0 0 0

96º Burundi 0 0 0 0

97º Cabo Verde 0 0 0 0

98º Camboja 0 0 0 0

99º Catar 0 0 0 0

100º Chipre 0 0 0 0

101º Cingapura 0 0 0 0

102º Congo 0 0 0 0

103º Costa do Marfim 0 0 0 0

104º Costa Rica 0 0 0 0

105º Djibuti 0 0 0 0

106º Dominica 0 0 0 0

107º El Salvador 0 0 0 0

108º Equador 0 0 0 0

109º Fiji 0 0 0 0

110º Filipinas 0 0 0 0

111º Gabão 0 0 0 0

112º Gâmbia 0 0 0 0

113º Gana 0 0 0 0

114º Granada 0 0 0 0

115º Guam 0 0 0 0

116º Guatemala 0 0 0 0

117º Guiana 0 0 0 0

118º Guiné 0 0 0 0

119º Guiné Equatorial 0 0 0 0

120º Guiné-Bissau 0 0 0 0

121º Haiti 0 0 0 0

122º Honduras 0 0 0 0

123º Iêmen 0 0 0 0

124º Ilhas Cayman 0 0 0 0

125º Ilhas Comores 0 0 0 0

126º Ilhas Cook 0 0 0 0

127º Ilhas Maurício 0 0 0 0

128º Ilhas Salomão 0 0 0 0

129º Ilhas Virgens 0 0 0 0

130º Ilhas Virgens Britânicas 0 0 0 0

131º Iraque 0 0 0 0

132º Islândia 0 0 0 0

133º Jordânia 0 0 0 0

134º Kiribati 0 0 0 0

135º Kuwait 0 0 0 0

136º Laos 0 0 0 0

137º Lesoto 0 0 0 0

138º Líbano 0 0 0 0

139º Libéria 0 0 0 0

140º Líbia 0 0 0 0

141º Liechtenstein 0 0 0 0

142º Luxemburgo 0 0 0 0

143º Macedônia 0 0 0 0

144º Madagascar 0 0 0 0

145º Malásia 0 0 0 0

146º Malaui 0 0 0 0

147º Maldivas 0 0 0 0

148º Mali 0 0 0 0

149º Malta 0 0 0 0

150º Mauritânia 0 0 0 0

151º Moçambique 0 0 0 0

152º Moldávia 0 0 0 0

153º Mônaco 0 0 0 0

154º Myanmar 0 0 0 0

155º Namíbia 0 0 0 0

156º Nauru 0 0 0 0

157º Nepal 0 0 0 0

158º Nicarágua 0 0 0 0

159º Níger 0 0 0 0

160º Omã 0 0 0 0

161º Palau 0 0 0 0

162º Palestina 0 0 0 0

163º Panamá 0 0 0 0

164º Papua-Nova Guiné 0 0 0 0

165º Paquistão 0 0 0 0

166º Peru 0 0 0 0

167º Porto Rico 0 0 0 0

168º Rep. Centro-Africana 0 0 0 0

169º Rep. Democrática do Congo 0 0 0 0

170º Ruanda 0 0 0 0

171º S. Vicente e Granadivas 0 0 0 0

172º Samoa 0 0 0 0

173º Samoa Americana 0 0 0 0

174º San Marino 0 0 0 0

175º Santa Lúcia 0 0 0 0

176º São Cristovão e Neves 0 0 0 0

177º São Tomé e Príncipe 0 0 0 0

178º Senegal 0 0 0 0

179º Serra Leoa 0 0 0 0

180º Seychelles 0 0 0 0

181º Somália 0 0 0 0

182º Sri Lanka 0 0 0 0

183º Suazilândia 0 0 0 0

184º Sudão 0 0 0 0

185º Suriname 0 0 0 0

186º Tadjiquistão 0 0 0 0

187º Tanzânia 0 0 0 0

188º Tchad 0 0 0 0

189º Timor-Leste 0 0 0 0

190º Togo 0 0 0 0

191º Tonga 0 0 0 0

192º Tunísia 0 0 0 0

193º Turcomenistão 0 0 0 0

194º Uganda 0 0 0 0

195º Uruguai 0 0 0 0

196º Vanuatu 0 0 0 0

197º Vietnã 0 0 0 0

198º Zâmbia 0 0 0 0

Símbolos de todas as Olimpíadas

Atenas
1896

Paris
1900

Saint Louis
1904

Londres
1908
 

Estocolmo
1912

Antuérpia
1920

Paris
1924

Amsterdã
1928
 

Los Angeles
1932

Berlim
1936

Londres
1948

Helsinque
1952
 

Melbourne
1956

Roma
1960

Tóquio
1964

México
1968
 

Munique
1972

Montreal
1976

Moscou
1980

Los Angeles
1984
 

Seul
1988

Barcelona
1992

Atlanta
1996

Sydney
2000
 

Atenas
2004

Beijing
2008

Rio
2012

Que pena! Não foi desta vez.
Quem sabe nas Olimpiadas de 2016

Rio - 2016
 


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