História do Badminton
     
 

Em qualquer canto do mundo, a toda hora, há gente dando um tapa na peteca. Quem não gosta? Até os curumins brasileiros se divertiam com o brinquedo, quando os portugueses chegaram ao Brasil. Mas já antes, desde a Antigüidade, os gregos farreavam de não deixá-la cair no chão, golpeando-a com um taco. Poc, poc, poc. Pois essa fanfarronice helênica é tida como precursora do badminton ­ um jogo tão desconhecido em alguns recantos do planeta que nem parece ostentar a aura olímpica.

O esporte foi apresentado como exibição nos Jogos de Munique-72 e de Seul-88 e, desde Barcelona-92, vale medalha. Começou a ser jogado como o conhecemos hoje na Inglaterra. Em meados do século passado, oficiais britânicos que vigiavam o domínio sobre a Índia ficaram encantados com o poona, jogo tradicional na colônia, e levaram-no para a sede do reino na década de 1850.

Numa tarde enfarruscada de 1873, as filhas do duque de Beaufort espetaram penas numa rolha de champanhe e levaram o jogo dos jardins para o Salão Grande do Castelo de Badminton, a casa de campo da família, para fugir da chuva. O jogo se mostrou perfeito para ambiente fechado ­ sem vento para a peteca leve e aconchegante para a nobreza.

Quatro anos mais e o badminton já tinha regras oficiais publicadas e ganhava praticantes na Irlanda e na Escócia. Rapidamente se espalhou pelo Norte da Europa, pelo Canadá e pela Nova Zelândia. Na década de 1940, já era praticado na África. Em 1984, a peteca de pena de ganso cortou os ares do Brasil, um dos 140 países que hoje, oficialmente, jogam o badminton. Entre nós, ela encantou abnegados gatos pingados que, ao se declararem amantes do esporte, ouvem como uma raquetada: "bad o quê?" Badminton ­ explicam, resignados, à espera de uma nova fornada de curumins.

 

Fonte: MICRO OFFICER SERVIÇOS

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